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domingo, setembro 14, 2008

Ativa a Voz ativa!


A última coisa que eu queria, nesse blog, era "chover no molhado". Porém, as pesquisas relacionadas à disputa pela Prefeitura de São Paulo, que apontam empate técnico no 2º turno entre Marta, Kassab e Alckmin (nas três combinações possíveis), não me deixam alternativas.
Pelo amor de tudo aquilo que é mais sagrado, pensem bem antes de votar e lembrem-se: a Revolução só pode ser feita pela classe média ("que acabou, mas não acabou"). Se você está em sua casa, lendo esse texto, você é classe média, porque você possui um computador (classe baixa que possui PC é raridade) e internet com modem ou banda larga, isso é 99,99% certo.
Vamos voltar no tempo: 1964 - Ditadura Militar.
"A gente quer ter voz ativa, no nosso destino mandar, mas eis que chega a Roda Viva e carrega o destino pra lá" (Roda Viva - Chico Buarque; 1967). Analisemos: essa música foi composta por uma pessoa de classe média; quem ouvia e se identificava com a canção era de classe média, todas as pessoas que lutaram por liberdade de expressão, nessa época, era de classe média. E por que? Porque a classe baixa (infelizmente) não tem voz ativa. Conclusão: a Ditadura retirou uma coisa que esta não tinha. Minha mãe é de 1965. Ela cresceu na roça, não tinha informação, cresceu isolada de tudo. A vida dela não mudou nada quando a Ditadura acabou. O pai dela continua morando no mesmo lugar, levando a mesma vida. Perguntem se ele sente alguma diferença entre antes, durante e depois da Ditadura. Acho que a resposta óbvia.
Permitam-me esclarecer uma coisa: não faço, aqui, um elogio a Ditadura, o que digo é que se tem alguém que pode revolucionar o mundo, esse alguém é Classe Média. E confesso não ser um pensamento original, George Orwell diz isso, de forma simples e direta, em seu livro, 1984.
Com as Diretas aconteceu a mesma coisa, a força maior partiu do movimento estudantil (que tem uma mega voz ativa). Não foi por acaso que a Rede Globo "convocou" a classe média para eleger Fernando Collor, o primeiro presidente eleito pelo povo, após 34 anos de eleições indiretas. E também não foi por acaso que a mesma Rede Globo, em 1992, "re-convocou" todos os estudantes que estavam "insatisfeitos" com a administração do atual presidente, para pintar a cara e ir às ruas "tomar cerveja", que foi o que aconteceu. Isso mostra que a consciência dos estudantes se esvaiu.
Nós não podemos, e não devemos, ter como base (apenas) as informações divulgadas pelos grandes veículos de comunicação de massa, esta é uma ingenuidade que pode ser dispensada.
A década de 1980 deixou-nos de herança o individualismo a todo custo. "O que é meu é meu, o que é seu é seu, até eu arrumar um jeito de tomá-lo a mim". Por isso, tomem cuidado com "esmolas graúdas".
Como escreveu o mestre Fernando Pessoa, "Os Deuses vendem quando dão".

segunda-feira, maio 07, 2007

Cinema nacional tem o apoio da Globo


Como foi muito bem colocado pelo Douglas, no post "O lado bom da ditadura", o Brasil recentemente, produz muitos filmes baseado no que aconteceu no governo militar.
Isso é bom. Resgatar o passado para que vejamos o que não deve se repetir, nunca mais.
Será que é por isso que todos esses filmes estão sendo produzidos pela Globo Filmes? Remorso? Ou para se fazer de desentendida? "Nós nunca apoiamos a ditadura. Somos uma empresa de esquerda".
Se bem que têm alguns filmes que você percebe a mão da Globo no transcorrer da história. Um exemplo bom é "Olga". Começa pelo diretor, Jayme Bonjardim, que é diretor de novela da emissora. Depois os atores, mas isso é de praxe do cinema nacional desde os anos 80, que foi uma alternativa para levar o público brasileiro a prestigiar os nossos "produtos", então, nem é levado mais em consideração esse fato. Mas quem assitiu "Olga", pode perceber (pelo menos eu tive essa impressão) que o filme era, na verdade, uma novela (e algumas partes lembravam "Titanic", fora a grande produção de "Hollywood" que o filme teve). Mas o formato do filme era de uma telenovela: os cortes, os contra-planos, enfim, tudo. E não tinha como fugir muito disso mesmo, dado ao fato do diretor ser do ramo.
Mas "Zuzu Angel" é diferente, não tem o "glamour" de "Olga", é aquilo mesmo e já era, porém tem a mesma assinatura da Globo Filmes. "Batismo de sangue" pode até ser que seja proposital pelo fato de pessoas ligadas a igreja católica terem sofrido com esse tipo de violência e fazer uma média com a igreja é sempre bom (mas isso não diminui a importância do filme).
Será que a Globo se arrependeu mesmo? Ou será que tudo isso é para ganhar a empatia dos antipáticos?
Para saber a resposta, não perca a próxima novela da Globo!

terça-feira, maio 01, 2007

O lado bom da Ditadura

O povo brasileiro tem muitas lembranças ruins do período da Ditadura Militar no Brasil, período em que o povo tinha poucos direitos e muitos deveres. Tudo era proibido, e ninguém tinha livre arbítrio.

Mas também lembramos que muita gente lutou contra isso, e muitos nomes ficaram marcados na história, como ícones de coragem contra um sistema brutal e injusto.
E agora, mais do que nunca, estes nomes estão sendo lembrados à população, e também apresentados para quem não teve a oportunidade de nascer na época, de uma maneira muito boa: o Cinema!
Nos últimos anos tivemos grandes produções do cinema nacional a respeito da ditadura militar, e em todas que eu vi, pelo menos, houve uma representação magnífica do que aconteceu realmente naquela época.
O filme mais recente é o "Batismo de Sangue", do qual eu postei o trailer logo abaixo. Este filme fala de um grupo de frades que se envolvem na luta clandestina contra a ditadura. Infelizmente ainda não vi, mas estou me coçando para ver, pois parece muito bom.


No ano passado foi lançado o filme "Zuzu Angel", do diretor Sérgio Rezende. É uma excelente obra, que conta a história da famosa estilista Zuzu Angel, que teve seu filho preso, torturado e morto pela ditadura. Ela não descansa até saber o que aconteceu com seu filho, e enfrenta com coragem e dignidade a repressão em vigor no país, pelo seu direito de mãe, que era saber o que tinha acontecido realmente com seu filho. A história é elegantemente representada por Patrícia Pillar (no papel de Zuzu) e Daniel de Oliveira (no papel de Stuart, filho de Zuzu). Outra coisa que vale a pena ressaltar é a música de Chico Buarque que toca no filme, e tomamos um choque na hora que vemos que esta música foi feito para ela! Vemos que os artistas da época sabiam se expressar. Você pode conferir a música e mais detalhes no site oficial do filme.


Outro filme que se destaca no gênero é "O ano em que meus pais saíram de férias", do diretor Cao Hamburguer. A história fala de um menino de 12 anos (Mauro) que é deixado na casa do avô, no bairro paulista do Bom Retiro, pois seus pais não podiam mais continuar no país, por serem comunistas. O engraçado é que o país está em meio a um período de ditadura, e Mauro, no auge de seus 12 anos, nem percebe isso. Para ele, o importante é ver o Brasil ser tricampeão da copa de 1970.


O elenco é formado por Caio Blat (olha ele aqui denovo), Michel Joelsas ( que interpereta o Mauro), Paulo Autran, entre outros.
Vale a pena conferir o site oficial do filme, que possui várias informações e toda a trilha sonora.
Para encerrar, gostaria de destacar a participação dos atores Caio Blat e Daniel de Oliveira nestes filmes que foram citados. Eles interpretam o período da ditadutra com uma vivacidade incrível. Parecem mesmo militantes da época. Meus parabéns a eles pelas excelentes atuações.

Enjoy!

As ilusões

Aqui a gente reúne um pouco de tudo que a gente aprecia e mais. Cinema, música, futebol, games, publicidade bem feita. Todo tipo de arte e expressão notável. Atual ou não. Que encante ou apavore.

Os mercadores

Durante o curso de Publicidade e Propaganda, onde dividimos a mesma sala, percebemos nossa afinidade. Nossos anseios e percepções necessitavam de um lugar em comum pra repousar. E hoje, mais do que isso, compartilhar este blog é um tônico pra nossa amizade.

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